Do meu ponto de vista, O Sporting - Benfica não foi assim tão mau como isso, Luís. Eu acho que a gestão das expectativas terá muito a ver com isso.
Provavelmente, nunca o Sporting terá ficado tão satisfeito por ter empatado com o Benfica.... A verdade é que as expectativas e a moral do Sporting estavam (estão?) tão por baixo que algo que não fosse a derrota seria, em princípio, bom.
A verdade é que, além disso, o Sporting conseguiu colocar muitos problemas ao Benfica em boa parte do jogo e poderia tê-lo ganho sem escândalo. Liedson jogou sem apoio directo mas esse facto acabou por permitir ganhar mais bolas a meio campo e criar alguns lances de perigo.
O Sporting recuperou alguma auto-confiança, tendo começado a sair do "buraco" sobretudo psicológico onde estava metido.
Por outro lado, quanto ao Benfica, visto do lado de cá, pareceu-me uma equipa muito perigosa, que sabia extraordinariamente bem o que devia fazer com a bola nos pés e, sobretudo, com uma boa velocidade de execução. Apesar de as coisas não terem saído bem o Benfica ameaçou sempre e a verdade é que Ruí Patrício fez um par de boas defesas na sequência de boas jogadas de ataque do Benfica.
De qualquer forma parece que o Benfica "desceu mesmo à terra" e que isso ainda não foi bem digerido pelos seus adeptos. O Benfica está no mesmo campeonato dos outros, embora os primeiros jogos parecessem dizer o contrário.
Do jogo, retiro ainda algumas notas:
- Não tinha ainda visto Javi Garcia ao vivo; impressionou-me a sua compleição física. Tem um papel importante na equipa e parece-me ser um jogador consistente.
- Rui Patrício parece ter ultrapassado a sua grande "crise de crescimento"; em muitos jogos tem feito defesas decisivas mas a imagem inicial dos "grandes frangos" (foram talvez 2, já foi há 2 anos) é difícil de apagar. Tem mesmo "má imprensa". Vamos ver se consegue manter o bom nível até ao final do campeonato.
- A dinâmica do ataque do Benfica é notável. Apesar de não ter marcado gostei de ver Saviola e Aimar. É difícil tirar-lhes a bola dos pés!
- Adrien é um jogador que ainda não me convenceu. Parece-me que tem boas ideias mas ainda erra passes a mais. Não sei se será mais um daqueles jovens da Academia sobrevalorizados... Espero que não. Apesar de tudo não jogou nada mal.
- Pedro Silva é muito fraco! ou então está sempre em má forma... Foi anedótica a forma como o Di Maria passou por ele duas ou três vezes... parecia que não havia defesa direito.
Este blog é um espaço de opinião sobre o futebol de hoje e sobre algumas memórias do futebol que vimos e vivemos. O título evoca um programa desportivo de rádio que durante anos foi emitido na Antena 1, às 6ªas à noite. Os ouvintes ligavam e diziam que era um prazer falar no "livre indirecto", era "matemático".
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segunda-feira, novembro 30, 2009
Sporting - Benfica "Copo meio-cheio ou meio-vazio"
sábado, setembro 26, 2009
"Jogar aos Centros"
Quando eu era miúdo uma das nossas brincadeiras preferidas era “jogar aos centros". Se não havia equipas, campo ou paciência para fazer um jogo “a sério” jogávamos “aos centros”.
Um de nós cruzava bola para a área e os restantes tentavam acertar na baliza, com a cabeça ou com os pés. O papel de massacrado guarda-redes ia rodando pois era o mais ingrato da cena.
Este fim-de-semana, boa parte da diferença dos resultados fez-se com os "centros".
No Porto-Sporting, logo aos dois minutos um belo cruzamento numa bola parada fez metade do serviço (Polga fez a outra parte...). E vários outros cruzamentos perigosos da direita e da esquerda foram criando enorme perigo na área do Sporting, especialmente na primeira parte.
Em contrapartida, no mesmo jogo, Grimi, Miguel Veloso, Postiga e Vukcevic tiveram vários cruzamentos verdadeiramente inadmissíveis para jogadores profissionais. O caso de Veloso é gritante; várias bolas paradas sobrevoaram a área de forma totalmente disparatada. Vai ter de ficar de castigo, depois de acabar o treino, a “jogar aos centros”!
Para terminar, no Estádio da Luz, os cruzamentos foram mais uma vez fundamentais para resolver o jogo. No primeiro golo, um belíssimo centro de Aimar, cheio de "veneno", no terceiro e no quinto, excelentes cruzamentos de César Peixoto.
Um de nós cruzava bola para a área e os restantes tentavam acertar na baliza, com a cabeça ou com os pés. O papel de massacrado guarda-redes ia rodando pois era o mais ingrato da cena.
Este fim-de-semana, boa parte da diferença dos resultados fez-se com os "centros".
No Porto-Sporting, logo aos dois minutos um belo cruzamento numa bola parada fez metade do serviço (Polga fez a outra parte...). E vários outros cruzamentos perigosos da direita e da esquerda foram criando enorme perigo na área do Sporting, especialmente na primeira parte.
Em contrapartida, no mesmo jogo, Grimi, Miguel Veloso, Postiga e Vukcevic tiveram vários cruzamentos verdadeiramente inadmissíveis para jogadores profissionais. O caso de Veloso é gritante; várias bolas paradas sobrevoaram a área de forma totalmente disparatada. Vai ter de ficar de castigo, depois de acabar o treino, a “jogar aos centros”!
Para terminar, no Estádio da Luz, os cruzamentos foram mais uma vez fundamentais para resolver o jogo. No primeiro golo, um belíssimo centro de Aimar, cheio de "veneno", no terceiro e no quinto, excelentes cruzamentos de César Peixoto.
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