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quarta-feira, setembro 29, 2010

"Puntas Trocadas" e Di Maria

O assunto dos "extremos trocados" - jogar com o extremo canhoto no lado direito e vice-versa é algo que me poderia ocupar aqui uns minutos. Não tenho tempo (pensem só Adam Johnson, Giovanni dos Santos, Milner, Reyes... sei lá, os nomes caem aos trambolhões), só peço atenção a esta mania crescente, que me enerva.

O essencial da minha reflexão é esta: como escrevia o El País há dias, o "Di Maria es tan zurdo, tan zurdo...", que não se compreende que jogue à direita. Pois o Mourinho tem insistido nisso: CR à esquerda, Di Maria à direita. Quando os trocou durante 20 minutos com a Real Sociedade deu um resultadão: um golo me-mo-rá-vel do Di Maria. Depois voltou à fórmula antiga e nada... Então com o Levante... uff. Eu sei que o Mourinho é o maior, mas caramba!

Em suma, o Di Maria tem sido substituido, ficou a suplente com o Auxerre e corre o risco de ser o mal amado (como no Benfica nas duas primeiras épocas em que o Rodriguez e o Reyes o empurravam para o lado direito).

Mas eis que o Di Maria entra a 20 minutos do fim contra o Auxerre, vai direitinho para extremo esquerdo e... pumba. Oh, espectáculo! Foi por isto que o Benfica foi campeão, é por isto que o Real Madrid ainda terá muitas alegrias com ele e é por isto que o Cristiano Ronaldo precisa de se habituar a descobrir que afinal há outros.

terça-feira, junho 15, 2010

Miserável... a estreia de Portugal

Sinceramente não me recordo de uma exibição tão fraca, tão pobre, tão descolorida da selecção... pensando bem... talvez os últimos jogos da "era Queirós" tenham vindo a ser todos assim...

Não houve qualidade técnica, seriedade, categoria, nada!

Cristiano Ronaldo é mesmo bom (embora alguns portugueses invejosos pensem que não...), mas, por favor, alguém lhe diga para ele pensar que não há câmaras de TV, nem "man of the match", nem estatísticas, nem "posteridade", nem Nike, nem toques ridículos... se ele interiorizar isso talvez fique mais tranquilo e jogue o que sabe.

Alguém diga ao Queirós que Deco ... já era! e que Liedson não é mesmo deste filme!

Para já é o que me ocorre. A coisa vai mal... como dizia o Luís, um longo zumbido que eu classifico de ...ridículo, além do mais.

É interessante a Vuvuzela, uma corneta enervante "inventada" há menos de 10 anos ser uma "tradição africana" na qual não se pode tocar. Grande negócio, é o que é.

terça-feira, dezembro 01, 2009

Messi e a Bola de Ouro

Os prémios de melhor jogador do ano são um bocado como os estímulos orçamentais ou a taxa de desemprego: aparecem sempre desfasados do ciclo ou da realidade. No ano passado quando o Ronaldo ganhou, já era evidente que o melhor estava para trás e era legítimo perguntar se o Messi não deveria receber o troféu. As mesmas dúvidas surgiram quando o Ronaldinho ganhou.

Este ano parece-me também claro que o Messi está abaixo do que mostrou durante a época 2008-2009. Apesar de tudo, a época passada do Messi foi tão cativante, deslumbrante, fascinante e empolgante (um bocadinho de Don King, aqui) que o recuo verificado no final do ano não é assim tão grave. Merece ganhar e mesmo HOJE não vejo ninguém melhor.

Numa altura em que os "grandes jogadores" aparecem e desaparecem com uma velocidade estonteante (ainda se lembram que o Fábio Coentrão foi convocado para a selecção?), acho justo premiar jogadores que revelem classe de uma forma consistente. Por isso gostei da classificação deste ano para a Bola de Ouro, quer em termos de nomes quer em termos da sua ordenação. Inclusive acho muito justa a presença do Eto'o, que tem algo de especial e que este ano muita falta estará a fazer ao Messi.

PS: defesa direito é defesa direito, mas se tiver mais um ano de boa qualidade o Dani Alves pertence ao top 3 (ou talvez já pertença). Enche-me as medidas.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Bom senso

Hoje em dia assistir a jogos do Real Madrid na SportTv é basicamente estar sujeito a ouvir durante 90 minutos qualquer coisa como: “blá-blá-Cristiano Ró-Naldo… blá-blá-Cristiano-Ró-Naldo… blá-Cristiano-Ró-Naldo…blá-blá-blá-Cristiano-Ró-naldo…” e por aí adiante, mais blá, menos blá. Que coisa tão irritante, apesar do inegável valor futebolístico e artístico do CR.

Dito isto: o que é que passou pela cabeça do treinador do Real Madrid quando substituiu o Cristiano Ronaldo a meio do jogo com o Barcelona? Que coisa tão absurda. Que mania esta dos treinadores inventarem… Quando vejo o Guardiola e o Mourinho, o traço comum é o bom-senso: jogam os melhores, não há substituições para as palmas e, sobretudo, nada de “visionarismos”. No fundo, é a vitória dos treinadores de bancada.

De resto, se não fossem as vedetas do Real Madrid e do Barcelona quase que engolia a conclusão do meu último post…