Achei muito interessante que o Carlos Queiroz tenha abordado este jogo com o Brasil como se fosse um jogo da ronda eliminatória (oportunidade e adversário ideais): apenas um ala ofensivo, adaptar a equipa aos pontes fracos/fortes do adversário (Duda/Coentrão no lado esquerdo, defender o lado direito com um central) e jogar com o CR, sozinho, a ponta de lança. Além disso, teve ainda a lucidez para ensaiar algumas variações ofensivas já na segunda parte.
Fiquei espantado com a capacidade física que revelámos na segunda parte. A julgar pela saúde física que Portugal mostrou, acho que é legitimo supor que Portugal vai jogar desta forma nos jogos a eliminar e que pode ganhar esses jogos com base neste sistema aparentemente defensivo e desinteressante. Faltará o milagre (o golo da diferença), mas Portugal é das selecções mais bem servidas neste domínio: tirando Argentina e talvez Espanha, quem mais? Foi assim noutros mundiais, será assim neste. De facto, os jogos a eliminar são especiais e já percebemos que o CR sozinho pode ser suficiente.
Agora que a Itália está fora, Portugal pode assumir o papel de selecção cínica. E ganhar! Quem diria: no mesmo ano, Benfica campeão nacional e Portugal campeão mundial. Acho que nunca tinha acontecido...
Este blog é um espaço de opinião sobre o futebol de hoje e sobre algumas memórias do futebol que vimos e vivemos. O título evoca um programa desportivo de rádio que durante anos foi emitido na Antena 1, às 6ªas à noite. Os ouvintes ligavam e diziam que era um prazer falar no "livre indirecto", era "matemático".
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sexta-feira, junho 25, 2010
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