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terça-feira, setembro 07, 2010

Recomendações

1 - Excelente artigo no Jornal de Negócios (Chico-Espertice, Paulo Pinho; http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=442343) sobre o caso Queiroz. Neste país de jabulanis, ainda há vozes que não têm medo de assumir a verdade e pensar a direito. Parabéns ao Luis Freitas Lobo por ter feito o retrato perfeito do caso Queiroz na RTP-N: terá sido por isso que não comentou o jogo com o Chipre na RTP1? Quanto à alcateia dos cobardes, não tardaram a fingir que o processo ao Queiroz e os resultados da selecção eram uma e uma só coisa. Foi vê-los uivar: "não enganem o povo!". Agora...

2 - No Verão li o livro "Why England lose": não é um livro perfeito, mas para seguidores de futebol é uma delícia que se engole em dois tempos. Uma espécie de "freakonomics" do futebol. Mais um sinal de que à nossa volta há imensa coisa a acontecer. Infelizmente, Portugal decidiu parar (andam aqueles que têm coragem de sair: a propósito, muito boa a entrevista de Mourinho ao El Pais).

3 - Vi o filme "Damned United", baseado num (outro) livro que é amplamente citado no livro "Why England lose". É a história real da dupla Brian Clough & Peter Taylor, que levaram o modesto Derby County a um título inglês e a uma meia final da Taça dos Campeões e que levaram o "provinciano" Nottingham Forest a duas vitórias na Taça dos Campeões. O filme não apelará ao cidadão comum, mas embevecerá os apaixonados do futebol. Brian Clough & Peter Taylor são hoje identificados como a dupla que melhor e primeiro soube interpretar "cientificamente" o futebol e o mercado do futebol (detectar talento, comprar novo e vender velho), tal como hoje fazem Arsene Wenger e alguns outros poucos. O filme não explora esta faceta científica (para isso leiam o livro "Why England lose"), mas é bom na mesma.

Interessante que o actor que interpreta o Brian Clough distorce um pouco a sua imagem (de cachorrinho meio perdido), aproximando-a mais da imagem actual do Mourinho. Parece-me justo, tendo em conta que o filme foi feito em 2009 e há necessidade de "cativar" audiências jovens.

4 - Hop, hop, Norway! (para dizer a verdade gostava que Portugal ganhasse... para calar alguns. Mas temos uma equipa tão fraquinha... Mesmo assim, ainda não percebi por que razão é fundamental ganhar o jogo para ser apurado. Ou é só uma daquelas mentiras que se tornam verdade quando muita gente as repete? Parece-me que é isto, mais uma vez.)

sábado, julho 03, 2010

Moutinho

Pelos vistos o Moutinho vai para o Porto. Boa! Muito refrescante e recompensador para aqueles que, como nós, ainda acreditam e sofrem por (boas) causas. A imprensa - acéfala como quase sempre - destaca apenas que assim o Porto encontra um jogador que pode dar mais criatividade ao seu meio campo. Não há dúvida que somos um povo cada vez mais atento a prioridades. E não se podia usar a golden-share para pôr ordem nesta casa?!

Já agora:"el loco" Queiroz insiste em ficar (mas que figurinha patética me saiu... ele que eu até admirava e que me fazia atravessar o rio para ir ver os Metrostars..), esta situação com o Moutinho pode ser o empurrão fatal. O facto de não ter convocado o Moutinho ajudou certamente a esta situação. Há mais alguém disposto a dar a cara por este treinador? Há mais alguma dúvida de que esta é agora uma selecção do Norte - a selecção anti-Scolaris? Basta, homem!!! Deixa-nos sonhar!

quarta-feira, junho 16, 2010

Saltillo 2 ?

Sobre o jogo de Portugal, estamos de acordo que foi de qualidade medíocre: talvez em linha com as exibições de 2002 e (alerta: fantasma Scolari) claramente abaixo dos desempenhos de 2004, 2006 e 2008. Na prática creio até que devíamos ser algo condescendentes e reconhecer que a Costa do Marfim é um adversário difícil e que o comportamento da selecção nacional nos últimos anos foi a excepção que confirma a regra.

Contudo, deixaram-me particularmente tocado as declarações dos jogadores portugueses após o jogo. As críticas sobre a falta de ambição e de clareza táctica foram invulgares e contrastaram abertamente com os comentários habituais de ocasião ou de estímulo.

Acho que isto não é irrelevante e ainda que não goste de alinhar na crítica fácil ao Queiroz, tenho que reconhecer que o comportamento dos jogadores no final da partida tresanda a falta de liderança e, quem sabe, prenuncia problemas maiores do que o empate com a Costa do Marfim. Esteve sempre escrito, não esteve?