Já se sabe que, nisto do futebol, se passa rapidamente da tristeza à euforia, ou de bestial a besta. Este ano já vi várias faces do Benfica e de jogadores do Benfica. A vitória contra o BATE Borisov teve o condão de me devolver a ilusão e a excitação, que o empate contra o Sporting me tinha roubado (como disse o Jesualdo Ferreira, fica fulo, doido quando vejo perder bolas logo na saída para o ataque).
Justifica-se por isso que, a calmo, faça a seguinte síntese: este ano, o Benfica já fez mais jogos "à Porto" (isto é, com personalidade, domínio e segurança) do que no total dos últimos 10 anos (talvez a época do Koeman tenha tido momentos destes, também). E nos dias que correm, dizer que o Benfica joga "à Porto" é um dos maiores elogios que se pode fazer, por mais que custe dizê-lo.
Neste sentido, talvez um dos aspectos mais interessantes é ver que alguns dos habituais suplentes, quando chamados à acção, se adaptam tão bem e tão rapidamente, com sucesso para a equipa (por exemplo, Coentrão e Menezes no jogo com o BATE). Claro que isto representa um problema para o Jorge Jesus: Coentrão ou Di Maria? Aimar sempre titular? Cardozo, em baixo, continua? Bom, bom é eu não estar preocupado com isto: já percebi que aqui há dedo do treinador, por isso confio nele. E, em retrospectiva, se calhar a prudência com que o Benfica jogou em Alvalade foi a abordagem ideal. Veremos...
Este blog é um espaço de opinião sobre o futebol de hoje e sobre algumas memórias do futebol que vimos e vivemos. O título evoca um programa desportivo de rádio que durante anos foi emitido na Antena 1, às 6ªas à noite. Os ouvintes ligavam e diziam que era um prazer falar no "livre indirecto", era "matemático".
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quinta-feira, dezembro 03, 2009
sexta-feira, outubro 02, 2009
Et voilá!
E pronto, passou-se tudo aquilo que eu achei que já se podia ter passado. O Benfica não foi brilhante, não goleou, perdeu e acabou a transformar em caricatura todo o empolamento que a imprensa tem criado - e que os próprios responsáveis têm alimentado. Não gosto disto, deste estilo cheerleader. Alguém não viu que o Benfica esteve mal com o Leixões até à expulsão? E que o Benfica esteve mal com o Leiria até ao penalty? Então porquê estes louvores? Porquê este desejo de moldar a verdade até encaixar perfeitamente (já falsidade) na visão pré-concebida dos factos, frequentemente a mais conveniente, lucrativa e mediática? No futebol, como noutras coisas. Mas o azeite vem sempre acima.
Agora o Paços. Se se portarem bem, eu calo-me.
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