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sexta-feira, agosto 20, 2010

De volta ao normal...

Não há outra maneira de sintetizar os primeiros dias da nova época futebolistica: tudo como dantes. 2009-2010 foi uma aberração e Porto continua a dominar. É uma pena, porque o futebol português bem precisava de um abanão e de alguma imprevisibilidade.

Há muito a dizer sobre o que se tem passado: do falhanço do Benfica (que no entanto continua a revelar um apropriado sentido de urgência), ao descalabro do Sporting (que, ao contrário, parece não ter percebido ainda no ridículo em que se meteu).
Mesmo assim, elejo um símbolo para a época: João Moutinho. Olho para ele na TV e percebo tão bem onde AINDA está o poder.

PS: Não gosto do trabalho do Queiroz, mas este processo contra ele tem que ser a maior anedota do futebol (europeu, mundial?) dos últimos anos. E tenho gostado muito do toque político dado ao assunto... Talvez o querido líder (o da Coreia, claro) aprenda umas lições.

quarta-feira, março 10, 2010

A era Jesualdo

E pronto... uma bela derrota de 5-0, que encerra de vez a era Jesualdo. Vem aí o André Villas Boas.

Mas para já, fica a confirmação de que o ponto alto do F. C. Porto na sua passagem pela Liga dos Campeões foi mesmo o golo marcado à socapa no Dragão contra o Arsenal, num livre indirecto dentro da área, sem barreira e sem fair-play (mas cheio de esperteza...). Talvez para o ano possam aproveitar também o intervalo, quando a equipa adversária estiver no balneário.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Esperteza saloia

Vai aí muito entusiasmo em torno da "esperteza" do Ruben Micael, que deu origem ao segundo golo do F.C.Porto contra o Arsenal. Pois quero dizer que, para quem gosta de futebol , este golo tem tanto de execrável como o golo que o Henry marcou pela França à Irlanda (o árbitro foi o mesmo, daí a comparação).
Do ponto de vista do fair-play e da verdade desportiva, acho que nem a vale a pena argumentar: é lamentável. E do ponto de vista legal, também tenho muitas dúvidas: permitir a marcação de um livre indirecto dentro da área sem barreira? Não creio que as regras sejam tão permissivas...
Em suma: (1) quando o árbitro é incompetente, não há verdade desportiva que se consiga salvar, nem com video-replay; (2) quando é a nosso favor, a violação grosseira das regras de fair-play são "espertices".
Agora compreendem o que os franceses (não) sentiram quando o Henry marcou o golo com a mão. O fair-play é uma treta, carago!

terça-feira, janeiro 19, 2010

Ruben Micael e os adeptos do Sporting

Foi verdadeiramente patético aquilo que os sócios do Sporting fizeram no Sábado passado, aplaudindo entusiasticamente Ruben Micael, um jogador adversário que tinha acabado de marcar um golo ao Sporting. Eu fui um dos "enganados" :-)

Estavam os sócios do SCP convencidos que o excelente jogador madeirense viria mesmo para o Sporting, o que parecia crível, face aos rumores que circulavam na imprensa. Aliás a substituição do jogador parecia mesmo uma espécie de despedida do Nacional e "apresentação" no Sporting e os aplausos podem ser interpretados como um apelo:"Gostamos de ti, vem para cá".

O jogador, que saiu debaixo de uma chuva de aplausos, deve ter rido à gargalhada "por dentro". E deve ter pensado algo como "Se vocês soubessem o que eu sei não me estavam a aplaudir, mas a assobiar em grande! Amanhã vão ficar com um melão que nem imaginam." A estrutura portista continua em grande forma, está visto...