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quarta-feira, dezembro 23, 2009

Ainda o "fair-play"...

Pois é Luís, tens toda a razão quanto ao fair-play. Poucos ou nenhuns comentadores ressaltaram o facto de o Helton estar literalmente a "dar a mão" ao Maxi Pereira para ele se levantar do chão. E lamentavelmente, a SportTV só por uma vez (ou duas), creio, mostrou a imagem da câmara por trás da baliza que nunca sai daquele enquadramento e que mostra claramente o que se passou.

Só aquele gesto poderia justificar o facto de Helton estar anormalmente desenquadrado com a baliza quando se faz à bola.

Mas este "aperto de mão falhado" relembra-me um outro, há largos anos atrás, numa final da Taça UEFA, creio, em que o defesa ficou muito preocupado em cumprimentar  o adversário que tinha "carregado", o adversário marcou rapidamente a falta e o defesa deixou um "buraco" que o adversário aproveitou para fazer o golo decisivo. Só que não me lembro das equipas em presença, tenho apenas ideia que uma delas seria o Gotemburgo... ou uma equipa turca, talvez. Apesar de alguma investigação, o detalhe é tão "insignificante" e a minha memória tão vaga que não consegui chegar a nenhuma conclusão. Mas estou certo que aqui o Luís me vai dar a resposta :-)

Ou então aqui fica o desafio para os leitores do blog...

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Mais uma vitória de Jesus

"Fair-Play é uma treta": esta é uma das frases de marca de Jorge Jesus. "Fair-Play é uma treta" deve ser também o que está a pensar o Helton. A tentação do guarda-redes do FC Porto de ir ver se Maxi Pereira (sentado em cima da linha de golo) estava bem transformou a intercepção fácil de um "balão" para o Saviola no golo e na vitória do Benfica. É pena que a entrega e o esforço dos jogadores do Benfica, certamente merecedores da vitória, tenha tido tradução em golo apenas neste lance tão "injusto" para o Helton. Como dizem os americanos: "no good deed goes unpunished".

Três notas mais:

1 - Sempre que o Porto joga na Luz ou em Alvalade exibe uma confiança, uma agressividade e uma intensidade que são invejáveis e que só estão ao alcance de um campeão perene e de uma equipa com enorme experiência europeia. Que o Benfica tenha superado - e esteja a superar - o Porto também nestes capítulos quer dizer muito; muito mesmo. Não digo mais nada, mas creio que os rivais do Benfica me perceberão muito bem.

2 - O Lucílio Baptista há muito que deixou de ser um árbitro de topo em termos de discernimento e bom senso. Não há desculpa para não ver a mão do Rodriguez; simplesmente inaceitável.

3 - O Benfica tem um plantel vastíssimo: ir buscar às profundezas da lista de convocatórias jogadores como o C. Martins e Urreta; recorrer ao Weldon e ao Menezes; usar o C. Peixoto a defesa esquerdo; e ainda deixar de fora o Nuno Gomes, Keirrison, Shaeffer, Sidnei, Aimar, Coentrão, Amorim, Di Maria... é incrível. Talvez o FC Porto se possa gabar do mesmo. Mas para além disso, só mesmo o Real Madrid e o Inter. De resto, o Barcelona tem (para o ataque e meio-campo) um banco de jovens promessas, tal como qualquer equipa inglesa ou italiana de topo. Enfim, este Benfica é um luxo. Isto vai estourar, mas até lá vai ser bom: no fundo parece ser o lema económico dos nossos dias.