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segunda-feira, junho 21, 2010

Sensacional...

Depois de miserável... sensacional. Continuando a "filosofia barata" poderia dizer "a vida é como os interruptores, um dia estão para cima, noutro dia estão para baixo".

Mais a sério, pode dizer-se que a lesão de Deco foi realmente providencial. Queiroz libertou-se desse "atraso" e Portugal soltou-se totalmente. Raul Meireles, no seu estilo anti-vedeta, teve força e liberdade para desequilibrar a defesa da Coreia e Ricardo Carvalho foi igualmente importante nesse papel.

A dinâmica foi outra (muito bem Tiago!) e Portugal assumiu finalmente o papel de favorito, ainda bem. Há dias assim, em que tudo parece sair bem, mas é preciso trabalhar muito para ter essa sorte, não tenho dúvidas.

Duas ou três notas mais:

- A relva deste estádio era muito melhor que no primeiro jogo, o relvado aqui não atrapalhou, apesar da chuva;
- Extraordinária a imagem do golo de Ronaldo, com a bola a bater-lhe por trás das costas e a surgir milagrosamente para o seu pé direito... "enguiço quebrado", menos uma nuvem no horizonte;
- Liedson entrou muito bem, apesar de os Coreanos já estarem "esfrangalhados" nessa altura. A verdade é que marcou um e "ofereceu" outro a Ronaldo, com aquele espírito de luta por todas a bolas que o caracteriza. Boa gestão do plantel por Queiroz.
- Ronaldo devia evitar fazer um "bonito" por cada passe que faz (nem que seja um passe de apenas 2 metros!), há momentos em que isso se torna ridículo. Mas mereceu o golo, por tudo o que fez e pelo esforço desenvolvido.

terça-feira, junho 15, 2010

Miserável... a estreia de Portugal

Sinceramente não me recordo de uma exibição tão fraca, tão pobre, tão descolorida da selecção... pensando bem... talvez os últimos jogos da "era Queirós" tenham vindo a ser todos assim...

Não houve qualidade técnica, seriedade, categoria, nada!

Cristiano Ronaldo é mesmo bom (embora alguns portugueses invejosos pensem que não...), mas, por favor, alguém lhe diga para ele pensar que não há câmaras de TV, nem "man of the match", nem estatísticas, nem "posteridade", nem Nike, nem toques ridículos... se ele interiorizar isso talvez fique mais tranquilo e jogue o que sabe.

Alguém diga ao Queirós que Deco ... já era! e que Liedson não é mesmo deste filme!

Para já é o que me ocorre. A coisa vai mal... como dizia o Luís, um longo zumbido que eu classifico de ...ridículo, além do mais.

É interessante a Vuvuzela, uma corneta enervante "inventada" há menos de 10 anos ser uma "tradição africana" na qual não se pode tocar. Grande negócio, é o que é.

quarta-feira, abril 21, 2010

Ruben Micael não vai ao Mundial...

Mas se o Ruben Micael nunca foi sequer internacional A por Portugal como pode ser possível difundir "aos quatro ventos" que Ruben Micael não vai ao Mundial?... Está bem, partiu um pé, é aborrecido, mas digam outra coisa menos ridícula, por exemplo que "não vai jogar com o Chaves na final da taça de Portugal..."

quinta-feira, novembro 19, 2009

O Henry e nós

Não comungo da opinião de um governante que afirmou - como forma de realçar a ida de Portugal ao Mundial 2010 - que são raros os rankings em que Portugal está nos 30 primeiros do Mundo. Estou certo que isso não é verdade. Por exemplo, em termos de rendimento per capita e do índice de desenvolvimento humano estamos certamente no top 30, logo...

Seja como for, seria estúpido desvalorizar este feito. Sempre foi difícil o apuramento para o Mundial e a terceira presença consecutiva faz de Portugal um Grande. Já não é apenas uma geração; é um país. Não sejamos modestos. Resmungões, sim; mas nunca ignorantes dos feitos que temos conseguido no futebol e noutras áreas.

E melhor que tudo: vamos de cabeça bem erguida ao Mundial. Perguntem aos franceses se pensam o mesmo. Como foi possível?? Não me sai da cabeça. Mas gostei de ver o Henry sentado na relva a consolar um adversário no final do jogo. Como vai ser agora?

quarta-feira, setembro 09, 2009

Na terra dos magiares

Estava a ver o Hungria-Portugal de apuramento para o Mundial 2010 e lembrei-me da famosa frase do saudoso Bento, que no contexto de um Hungria-Portugal mais distante no tempo disse "não é por acaso que chamam magiares [aos jogadores da Hungria]". Já há muito que não há "magiares" na selecção húngara e o jogo de hoje foi escasso em magia. Sobrou o mágico Deco, com o livre que tirou da manga. Haverá ainda algum coelho na cartola?