O assunto dos "extremos trocados" - jogar com o extremo canhoto no lado direito e vice-versa é algo que me poderia ocupar aqui uns minutos. Não tenho tempo (pensem só Adam Johnson, Giovanni dos Santos, Milner, Reyes... sei lá, os nomes caem aos trambolhões), só peço atenção a esta mania crescente, que me enerva.
O essencial da minha reflexão é esta: como escrevia o El País há dias, o "Di Maria es tan zurdo, tan zurdo...", que não se compreende que jogue à direita. Pois o Mourinho tem insistido nisso: CR à esquerda, Di Maria à direita. Quando os trocou durante 20 minutos com a Real Sociedade deu um resultadão: um golo me-mo-rá-vel do Di Maria. Depois voltou à fórmula antiga e nada... Então com o Levante... uff. Eu sei que o Mourinho é o maior, mas caramba!
Em suma, o Di Maria tem sido substituido, ficou a suplente com o Auxerre e corre o risco de ser o mal amado (como no Benfica nas duas primeiras épocas em que o Rodriguez e o Reyes o empurravam para o lado direito).
Mas eis que o Di Maria entra a 20 minutos do fim contra o Auxerre, vai direitinho para extremo esquerdo e... pumba. Oh, espectáculo! Foi por isto que o Benfica foi campeão, é por isto que o Real Madrid ainda terá muitas alegrias com ele e é por isto que o Cristiano Ronaldo precisa de se habituar a descobrir que afinal há outros.
Este blog é um espaço de opinião sobre o futebol de hoje e sobre algumas memórias do futebol que vimos e vivemos. O título evoca um programa desportivo de rádio que durante anos foi emitido na Antena 1, às 6ªas à noite. Os ouvintes ligavam e diziam que era um prazer falar no "livre indirecto", era "matemático".
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quarta-feira, setembro 29, 2010
segunda-feira, novembro 30, 2009
Bom senso
Hoje em dia assistir a jogos do Real Madrid na SportTv é basicamente estar sujeito a ouvir durante 90 minutos qualquer coisa como: “blá-blá-Cristiano Ró-Naldo… blá-blá-Cristiano-Ró-Naldo… blá-Cristiano-Ró-Naldo…blá-blá-blá-Cristiano-Ró-naldo…” e por aí adiante, mais blá, menos blá. Que coisa tão irritante, apesar do inegável valor futebolístico e artístico do CR.
Dito isto: o que é que passou pela cabeça do treinador do Real Madrid quando substituiu o Cristiano Ronaldo a meio do jogo com o Barcelona? Que coisa tão absurda. Que mania esta dos treinadores inventarem… Quando vejo o Guardiola e o Mourinho, o traço comum é o bom-senso: jogam os melhores, não há substituições para as palmas e, sobretudo, nada de “visionarismos”. No fundo, é a vitória dos treinadores de bancada.
De resto, se não fossem as vedetas do Real Madrid e do Barcelona quase que engolia a conclusão do meu último post…
Dito isto: o que é que passou pela cabeça do treinador do Real Madrid quando substituiu o Cristiano Ronaldo a meio do jogo com o Barcelona? Que coisa tão absurda. Que mania esta dos treinadores inventarem… Quando vejo o Guardiola e o Mourinho, o traço comum é o bom-senso: jogam os melhores, não há substituições para as palmas e, sobretudo, nada de “visionarismos”. No fundo, é a vitória dos treinadores de bancada.
De resto, se não fossem as vedetas do Real Madrid e do Barcelona quase que engolia a conclusão do meu último post…
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