Claro que ganhar é melhor que perder. E ganhar ao Sporting é ainda melhor (como disse o Jorge Jesus: o Benfica até podia ter "ampliado mais" a vantagem). Mas este Sporting-1 Benfica-4 para a Taça da Liga acaba por servir sobretudo para ilustrar outras coisas mais relevantes na época destas equipas. Saliento estes aspectos:
- A (não) apresentação pública do Carlos Carvalhal via internet foi premonitária: trata-se de um treinador "virtual", que certamente será apenas um parênteses na história do clube.
- O João Pereira não faz falta ao Sporting, assim como não faz falta ao Braga. Goste-se ou não da decisão do Olegário, a verdade é que o João Pereira traz isto na bagagem e pouco mais.
- O Cardozo devia marcar penalties de fora da área!!!!
Et voila. É isto mesmo: qualquer benfiquista que se preze está ainda em choque com o penalti falhado em Setúbal. O resto é con-ver-sa!!
Claro que com o ritmo elevado e ambicioso com que o SLB está a jogar, o colapso pode surgir em qualquer campo. Nesse sentido, até estava tranquilo com o empate em Setúbal. Mas falhar um penalti no último minuto?? Podiam ter sido 8 a 1 contra o Sporting. Cardozo... ainda me deves 2 pontos!
Este blog é um espaço de opinião sobre o futebol de hoje e sobre algumas memórias do futebol que vimos e vivemos. O título evoca um programa desportivo de rádio que durante anos foi emitido na Antena 1, às 6ªas à noite. Os ouvintes ligavam e diziam que era um prazer falar no "livre indirecto", era "matemático".
Mostrar mensagens com a etiqueta Carvalhal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carvalhal. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
terça-feira, novembro 17, 2009
Sporting: equívoco, ingenuidade ou realismo?
No contexto da actual crise financeira, vários estudiosos da "economia do futebol" têm comparado os grandes clubes de futebol com os grandes bancos: too big to fail. Quando um grande banco ameaça falir, logo recebe o apoio do Estado para evitar o chamado risco sistémico. Ou seja, os grandes bancos têm uma garantia implícita do Estado, o que lhes permite fazer todo o tipo de investimentos, incluindo os disparates que levaram à actual crise.
Os grandes clubes não têm essa garantia directa do Estado, mas têm-na de forma indirecta. De facto, são raros os grandes bancos que recusam financiar e refinanciar um grande clube de futebol. Sabem que, se o negócio correr muito mal, têm o suporte do Estado (indirectamente, via significado social dos clubes ; e directamente, via garantia implícita do Estado aos grandes bancos). É por isso que os grandes clubes internacionais - e alguns nacionais - continuam, alegremente, a apresentar défices monstruosos e a pagar fortunas loucas aos seus jogadores. A grande parte dos maiores de Espanha, Alemanha, Inglaterra e Itália estão enterrados em dívidas incompreensíveis. Isso não os impede de continuar a comprar e a comprar.
Em Portugal, a situação débil do Porto, do Benfica e do Sporting é evidente. Contudo, Porto e Benfica continuam a gastar de forma obscena. Já o Sporting decidiu assumir a sua pobreza. Mesmo para um não-sportinguista, como eu, é incompreensível a modéstia, o pudor e o quase-miserabilismo que o Sporting tem exibido. O exemplo mais recente tem a ver com a contratação do Carvalhal, que está a ter contornos intrigantes. Será que o Sporting não percebe que pode e deve ir mais longe? Sim, gastar o que não tem - qual é a novidade? Ou será que os bancos já não acham que o Sporting é um grande clube?
Finalmente, e parafraseando um grande Santo: "fazei com que o Sporting retome a sua grandeza, mas não já..."
Os grandes clubes não têm essa garantia directa do Estado, mas têm-na de forma indirecta. De facto, são raros os grandes bancos que recusam financiar e refinanciar um grande clube de futebol. Sabem que, se o negócio correr muito mal, têm o suporte do Estado (indirectamente, via significado social dos clubes ; e directamente, via garantia implícita do Estado aos grandes bancos). É por isso que os grandes clubes internacionais - e alguns nacionais - continuam, alegremente, a apresentar défices monstruosos e a pagar fortunas loucas aos seus jogadores. A grande parte dos maiores de Espanha, Alemanha, Inglaterra e Itália estão enterrados em dívidas incompreensíveis. Isso não os impede de continuar a comprar e a comprar.
Em Portugal, a situação débil do Porto, do Benfica e do Sporting é evidente. Contudo, Porto e Benfica continuam a gastar de forma obscena. Já o Sporting decidiu assumir a sua pobreza. Mesmo para um não-sportinguista, como eu, é incompreensível a modéstia, o pudor e o quase-miserabilismo que o Sporting tem exibido. O exemplo mais recente tem a ver com a contratação do Carvalhal, que está a ter contornos intrigantes. Será que o Sporting não percebe que pode e deve ir mais longe? Sim, gastar o que não tem - qual é a novidade? Ou será que os bancos já não acham que o Sporting é um grande clube?
Finalmente, e parafraseando um grande Santo: "fazei com que o Sporting retome a sua grandeza, mas não já..."
Subscrever:
Mensagens (Atom)